2012 é ano de renovação -
em latim, Renorvatio! E infelizmente, os habitantes da Terra só sabem ocasionar
a renovação através da guerra, o que na nossa língua significa, na maioria das
vezes, violência. Uma passeata, uma greve ou a mais simples reivindicação é uma
guerra, que trás dois lados diversos lutando para se sobrepor ao outro. A
guerra sempre começa na luta pela superioridade de uma classe, que acredita por
algum motivo ter direito de crescer sobre outra. É dessa mesma guerra que nasce
a revolução, que seria a luta pela não sobreposição, pela igualdade. Daí
aparecem várias contra revoluções, ou feita por gente ignorante que não sabe enxergar
a chegada da renovação, ou de gente que luta para permanecer no poder.
Vimos ao longo da
história a mesma ladainha de guerras, revoluções e contra revoluções, e deve-se
notar que sempre que a luta contra um poderoso é travada, e esse poderoso é
derrubado, um novo poderoso ocupa seu lugar e todo o ciclo de lutas volta a
acontecer. Essa é a renovação que todos procuram? A saída de um tirano para a
entrada de outro? Quer dizer que quando alguém experimenta o poder deixa de
alimentar o povo?
Tudo falta de organização e de cabeça que
suporte uma ideia que não seja apenas individual. A individualidade, tão
importante para a estruturação do ser humano, quando sobe ao ego se multiplica
em problemas, que se sintetizam na falta de ideal humanitário.
Cadê a "Ordem e Progresso"
tão saldados na bandeira brasileira? Esquecidos por aí talvez, tentando se
regenerar ou se estruturar pela primeira vez no país. É verdade, ele cresceu e
seu povo se multiplicou, como Deus disse que seria, mas já que Deus é
brasileiro, como seu povo trata tão mau o "paraíso"? Lindo país,
belas praias, não é só por isso que o Brasil deve ser lembrado. Esta é uma
terra que canta e encanta, que libera ao mundo pensadores e intelectuais dos
mais diversos e altos níveis, mas essa é também uma terra de ladrões, ou seja,
de ninguém.
Casa da mãe Joana, covil
de abutres, seja lá seu apelido, meu Brasil, não é assim que um país do seu
porte deve ser conhecido por aí. Embora de "Estado" seja muito longe
de ser chamado, meu Brasil, quando vai deixar de ser tão explorado?
Há uma realidade que diz
que não devemos deixar de sermos reis do nosso reino interior. Pois deixamos
nosso trono às traças, cada vez que nos esquecemos dos feitos e malfeitos de um
político; do vai e volta da maré de decepções; quando calamos nosso verbo
contra o carrasco que maltrata o povo - que é senão o próprio povo, que deixa
suas decisões serem tomadas por incapazes que saíram dele, do povo.
As lutam que deveríamos
travar são aquelas em que mais nos fechamos, e quando tudo explodir, por favor,
não elevem a ignorância ao último grau nem usem da mesma violência que não
organiza e escurece os olhos para tentar se livrar de tiranos e colocar outros
em seu lugar. Só quando estivermos livres da ignorância provocada pela falta de
educação humana, poderemos dizem enfim, Renorvatio!
By: Lara Miranda.