quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pátria Amada, Brasil!


2012 é ano de renovação - em latim, Renorvatio! E infelizmente, os habitantes da Terra só sabem ocasionar a renovação através da guerra, o que na nossa língua significa, na maioria das vezes, violência. Uma passeata, uma greve ou a mais simples reivindicação é uma guerra, que trás dois lados diversos lutando para se sobrepor ao outro. A guerra sempre começa na luta pela superioridade de uma classe, que acredita por algum motivo ter direito de crescer sobre outra. É dessa mesma guerra que nasce a revolução, que seria a luta pela não sobreposição, pela igualdade. Daí aparecem várias contra revoluções, ou feita por gente ignorante que não sabe enxergar a chegada da renovação, ou de gente que luta para permanecer no poder.

Vimos ao longo da história a mesma ladainha de guerras, revoluções e contra revoluções, e deve-se notar que sempre que a luta contra um poderoso é travada, e esse poderoso é derrubado, um novo poderoso ocupa seu lugar e todo o ciclo de lutas volta a acontecer. Essa é a renovação que todos procuram? A saída de um tirano para a entrada de outro? Quer dizer que quando alguém experimenta o poder deixa de alimentar o povo?

 Tudo falta de organização e de cabeça que suporte uma ideia que não seja apenas individual. A individualidade, tão importante para a estruturação do ser humano, quando sobe ao ego se multiplica em problemas, que se sintetizam na falta de ideal humanitário.

Cadê a "Ordem e Progresso" tão saldados na bandeira brasileira? Esquecidos por aí talvez, tentando se regenerar ou se estruturar pela primeira vez no país. É verdade, ele cresceu e seu povo se multiplicou, como Deus disse que seria, mas já que Deus é brasileiro, como seu povo trata tão mau o "paraíso"? Lindo país, belas praias, não é só por isso que o Brasil deve ser lembrado. Esta é uma terra que canta e encanta, que libera ao mundo pensadores e intelectuais dos mais diversos e altos níveis, mas essa é também uma terra de ladrões, ou seja, de ninguém.

Casa da mãe Joana, covil de abutres, seja lá seu apelido, meu Brasil, não é assim que um país do seu porte deve ser conhecido por aí. Embora de "Estado" seja muito longe de ser chamado, meu Brasil, quando vai deixar de ser tão explorado?

Há uma realidade que diz que não devemos deixar de sermos reis do nosso reino interior. Pois deixamos nosso trono às traças, cada vez que nos esquecemos dos feitos e malfeitos de um político; do vai e volta da maré de decepções; quando calamos nosso verbo contra o carrasco que maltrata o povo - que é senão o próprio povo, que deixa suas decisões serem tomadas por incapazes que saíram dele, do povo.

As lutam que deveríamos travar são aquelas em que mais nos fechamos, e quando tudo explodir, por favor, não elevem a ignorância ao último grau nem usem da mesma violência que não organiza e escurece os olhos para tentar se livrar de tiranos e colocar outros em seu lugar. Só quando estivermos livres da ignorância provocada pela falta de educação humana, poderemos dizem enfim, Renorvatio!

By: Lara Miranda.

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