sexta-feira, 4 de março de 2011

E a sociedade evoluiu dos macacos para o Big Brother

Demorou muito tempo até eu aparecer por aqui, eu admito, mas minha vida requisitada de trabalhos escolares e passeios intermináveis pela televisão me levaram à exaustão total, trazendo a preguiça para meus momentos de lazer. Porém, a mais ou menos um mês, depois de longo momento de tédio que passei quando viajei nas férias para casa da minha avó eu tive uma experiência totalmente detestável. Nada que se aplique a minha amada vozinha, mas sim ao conteúdo que persistia vacilante em sua Tv e que por alguns minutos tive de assistir. Algo que verdadeiramente perturbava minha visão e me deixava horrorizada: Big Brother.
Como alguém passa horas perdidas do seu tempo vendo toda àquela mediocridade humana? Seres que abusam de personalidades apelativas para aparecerem em cadeia nacional em uma exibição de corpos enojantes são a representação do que está ligado hoje à mente humana: um completo e vazio nada. Discursões sem fundamentos e conversas tão edificantes quanto saber a importância de uma revista de fofocas excita a curiosidade de milhões de brasileiros, só de saber disso já dá náuzeas até que mais uma representação do torpor que é o Big Brother aparece como pedido para os seus telespectadores: 
- Liguem para salvar um de seus guerreiros do paredão!
Que guerreiros? Pedido camuflado que na verdade diz:
- Andem logo seus babacas, desperdissem seus salários mínimos na conta bancário de um novo milionário que nada vez de edificante para conquistar tamanho posto; um apresentador com dinheiro e talento suficiente para fazer qualquer programa de conteúdo, mas que na verdade é mero apresentador da vida alheia (também para quem já fez reportagem de guerra e foi sequestrado ele está no céu, ganha dinheiro e ainda posa de filósofo); e deem dinheiro também a porção de empresários especialistas em limitar a consciência humana e que se arrotarem soltam dinheiro pelas ventas.
Sejam portando, prisioneiros da televisão que não te fazem ter vontade de pegar o controle remoto e mudar de canal.
Porém se você não é um desses telespectadores de Big Brother, não se ofenda com minhas palavras... Elas são mera cogitação do espaço em que vivo, e é assim que eu me expresso. Já pra quem assiste e continuará assistindo... não posso dizer mais nada.
Beijo da menina que vos fala:
Larah, a garota do blog!

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